Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

I - O JEJUM

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Uma história de resistências

O jejum da Beata Alexandrina pode ser visto como um instante convite, um apelo para que as pessoas se aproximem do seu surpreendente mundo. Por isso decerto os seus inimigos de hoje, como os de ontem, teimam em pô-lo em causa. Realmente, se ele fosse falso, abalava irremediavelmente o edifício desse mundo. Mas é um facto e factos não se negam, explicam-se.
Ele é um desafio lançado à nossa mentalidade que valoriza o dado objectivo e inapelável. Por isso é particularmente interpelante: é extraordinário, mas verdadeiro.
Se cheira a milagre, é falso, pensa muita gente[1]. Mas esta atitude é tão pouco científica como a aceitação ingénua do facto miraculoso. Científico é analisar, investigar os factos até ao limite e depois tirar as conclusões que eles imponham, sejam elas quais forem.
Felizmente, a história das resistências ao jejum da Alexandrina responde, cremos, a todas as objecções que sobre ele hoje se queiram levantar. Muitos se anteciparam: levantou-as o Arcebispo de Braga, levantaram-nas vários médicos, levantou-as a comissão teológica que a examinou em 1944, etc.
Esse jejum começou por ser uma certeza apenas para a roda dos amigos da Alexandrina, para aqueles que a conheciam de perto e que com ela sofriam e que sabiam que nela não havia mentira. Depois, a custo, a notícia divulgou-se e ganhou adeptos.
Como veremos à frente, essa abstenção total de alimentos ou inédia não é um facto novo na história da Igreja.
Vamos abordar o tema em dois momentos: no primeiro tentaremos estabecer com a máxima segurança a realidade do jejum, no segundo, procuraremos penetrar já no mundo da Beata, mas a partir do mesmo jejum.

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[1] Atitude já apontada por Jean Guitton; é um preconceito positivista afirmar (sem prova científica, logo dogmática) que não pode haver milagres porque contrariam as leis da natureza e só podem ser aceites as afirmações científicas. Só que esta afirmação não é científica, logo contradiz-se a si própria. Z.C.

5 comentários:

  1. * * *
    Caro Amigo José Ferreira:

    Muito obrigado, a si e ao amigo Afonso Rocha, por mais esta 'jóia' da nossa querida Beata Alexandrina.

    Ela realmente merece tudo e mais alguma coisa, sobretudo na medida em que, infelizmente, ainda há tão poucos clérigos e religiosos (portugueses) a interessar-se, de alma e coração, por esta nossa grande "Santa e Mística", talvez a maior do mundo inteiro, nomeadamente a nível das suas vivências e visões reais sobre a Paixão e Morte de N. S. Jesus Cristo, assim como sobre da Sagrada Eucaristia, designadamente no atinente ao seu Jejum total durante 13,5 longos e dificílimos anos da sua atribuladíssima e piedosíssima vida.
    Só isto seria, a meu ver, mais do que suficiente para ela encontrar-se já canonizada pela Igreja (e não apenas pelo povo seu devoto)...
    Aqui mesmo se vê, lamentável e inequivocamente, quanto a hierarquia eclesiástica portuguesa tem sido tão laxista e/ou negligente com a Beata Alexandrina de Balasar, que realmente merecia muito melhor, muito mais atenção, respeito e devoção, em particular da Igreja em Portugal.
    Uma coisa é certa: Muitos presbíteros e bispos não gostam dela, não têm especial simpatia por ela, na medida em que ela criticava, já no seu tempo, certos abusos da Igreja em geral, mormente a nível de padres e religiosos...
    E hoje, com o neo-modernismo o a ditadura do relativismo muito mais exacerbados, seria, sem sombra de dúvida, muito pior, muito mais radical nas suas justíssima críticas, aliás sempre construtivas e santas, como santíssima era sua vida; e quem não o reconhece sinceramente estará certamente no mau caminho, muito mais próximo do Diabo do que de Deus...
    Ai de nós, portugueses em geral, se não fossem os seus zelosíssimos Directores espirituais venerável Padre Mariano Pinho e reverendíssimo Padre Humberto Pasquale, sendo este último o principal artífice/postulador da sua Beatificação!
    Que o seja também, la do Céu onde está, da sua Canonização, assim como da Beatificação do Rev. Padre Mariano Pinho, que bem merecem!
    Rezemos por tal intenção.

    Não o maço mais por agora, bom Amigo.
    Aproveito o ensejo para convidá-lo pessoalmente, se não lhe fizer diferença, a ser "seguidor" efectivo do blogue Nova Evangelização Católica.
    Aceite os meus melhores, reconhecidos e respeitosos cumprimentos.
    José Mariano / José Luís
    -

    # Quando estiver com o amigo Afonso Rocha, dê-lhe, por favor, um abraço reconhecido e afectuoso em meu nome.
    Cumprimentos também à sua/sua prezada Família.
    Até sempre e bom trabalho, com a Beata Alexandrina.
    --

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  2. Olá José Mariano!
    Muito obrigado pelas suas palavras e por se ter colocado entre os "seguidores" desta página. Da próxima vez que cá voltar, já vai notar alterações. De facto, algumas ainda irão acontecer nos próximos dias. Mas o tema justifica bem os cuidados.
    Um abraço.
    José Ferreira

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  3. * * *
    Olá, amigo José Ferreira!

    Esta mensagem destina-se primordialmente a dar-lhe o devido conhecimento de que tomei a liberdade de publicar parcialmente este seu excelente tema, sobre o Jejum da Beata Alexandrina, no blogue Nova Evangelização Católica.

    Caso tenha qualquer objecção a fazer, ou não concorde com alguma parte da adaptação implementada, faça o favor de reclamar, a fim de ser feita, caso se justifique, a devida alteração ou correcção.

    Oxalá o Santo Padre se desloque também a Balasar, em Maio do próximo ano, a fim de aí canonizar a Beata Alexandrina, que bem merece. Em Balasar ou em Braga...

    O Rev. Padre José Granja já está completamente restabelecido da sua saúde?
    Deus queira que sim. As minhas saudações para ele.
    E o Padre coadjutor é bastante competente, designadamente em relação à Beata Alexandrina e a tudo o mais que se relacione como ela?
    Ainda não há novidades referentes à (projectada?) nova Igreja paroquial, ou Santuário dedicado à Beata Alexandrina?

    Atenciosa, reconhecida e respeitosamente, por Jesus, Maria e Alexandrina,
    José Mariano
    -

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  4. Caro amigo, quanto a copiar o que escrevo, isso é motivo de orgulho para mim: esteja à vontade.
    O Sr. P.e Granja, com quem falei ontem pelo telemóvel, ainda não está restabelecido; esperemos que vá melhorando ao menos um pouco. O actual pároco - oficialmente, não é coadjutor, mas pároco - creio que saberá levar as coisas para a frente.
    Sobre o Santuário, não há qualquer novidade.
    Mas há uma coisa que lhe digo: a Alexandrina é uma razão de esperança, atendendo às promessas que lhe foram feitas. Este é um tema que merece estudo.
    Um abraço.
    José

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  5. A inédia é um fenómeno muitíssimo estudado e não é preciso invocar uma intervenção sobrenatural para o explicar... há que ser sério com estas coisas.

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