As polémicas em redor do jejum da Alexandrina envolveram muita gente. Embora arredado e silenciado em Vale de Cambra, todos sabiam que era o trabalho de nove anos do P.e Mariano Pinho que em primeiro lugar era posto em causa; o P.e Agostinho Veloso, esse estava de mãos livres e por isso activo; os médicos, como o Dr. Gomes de Araújo ou o Dr. Carlos Lima, não se envolveram em debates que tinham contornos que ultrapassavam a medicina, mas saberiam bem que se jogava ali o crédito dos seus nomes; os membros da comissão, esses sentir-se-iam seguros pelo aval do Arcebispo.
Tentemos fazer ao menos uma sumária (e incompleta) avaliação de dois protagonistas desta borrasca, os Drs. Gomes de Araújo e Dr. Azevedo.

Em 1926 fundou, na Foz-do-Douro, o “Refúgio da Paralisia Infantil”, que sempre tem dirigido e desenvolvido com dedicação inexcedível. Esta obra de assistência representa um grande esforço, pois contam-se já por milhares as crianças beneficiadas, e constitui um exemplo que foi seguido na capital, onde passou a organizar-se o «Centro contra a Paralisia Infantil».
O notável médico dedicou-se à obtenção do soro antipoliomielítico, único que, a partir de 1940, passou a ser aplicado em Portugal.

A doença de Hein-Medin — Seus aspectos clínico e social; A propósito da Seroterápia da Poliomielite; A primeira epidemia de Poliomielite em Portugal; O problema social do Reumatismo; Histeria — Pithiatismo; Mielastenia Amiotrófica; Os Reumatismos nos seus aspectos clínico, social e médico-legal, etc.
Tem colaborado assiduamente na Medicina Moderna, no Portugal Médico e noutras revistas científicas nacionais e estrangeiras.
É membro da Sociedade Portuguesa de Química e da Real Academia de Medicina de Madrid» (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira).

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Imagens: Dr. Gomes de Araújo, capa de um seu livro e edifício do Refúgio da Paralisia Infantil na Foz do Douro.
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